segunda-feira, 14 de maio de 2012

vacante

que é o tormento,
mais que afogar-se de sentimento?

eu sou o mar que espreita a praia
e sonha os sonhos da terra fofa,
aquele que molha a areia e volta
na vaga do vento à popa.

um barco sozinho, vejo,
navega o meu sofrimento,
moinhos de sal invento
às costas do meu relevo:
são onda, areia e castigo
as marcas de andar comigo.

é onda, areia, é desejo
da praia que molho e beijo.

***

deixa eu ver a vida
pelos olhos de quem dorme!




cara de fernando diegues
palavra de victor valente

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